Uma das mais tradicionais corridas de Rua do Brasil, a 40ª edição da Corrida de Reis é realizada no coração de Brasília com o percurso de 10 Km partindo do estádio Mané Garrincha, cruzando a Esplanada dos Ministérios, retornando do Congresso Nacional, passando pela catedral, teatro municipal e rodoviária, a prova promete ser um grande desafio devido ao clima seco, quente e com a possibilidade de chuva.

Corrida dos Sinos

Dia 12 de janeiro acontece em Recife a XXVII Corrida dos Sinos em Recife, na terra do frevo a tradicional corrida de rua pretende reunir mais de 3.000 corredores amadores e profissionais no percurso ligando a praia de Boa Viagem, ao Marco Zero no Recife Antigo, o detalhe interessante é que os participantes devem correr tocando um pequeno sino que fará parte do kit do atleta.

Continua repercutindo bem a campanha de patrocínio para custear minha participação na 40ª Corrida de Reis em Brasília, o custo total com despesas de transporte aéreo e hospedagem é de R$ 3.860,00 caso desejem patrocinar abaixo segue meus dados bancários.
As empresas que patrocinarem podem publicar informações sobre seus produto e serviços nesse web site.

Unibanco

Frederico de Carvalho Carneiro
Agência 1179
Conta Corrente 100.442.4

Vento forte, sol, calor, areia, muita areia levada pelo vento, apesar da condição do clima não ter sido dos melhores a Meia Maratona de Natal foi empolgante, mais de 2.000 atletas no asfalto, muito bem organizada, antes da largada às 7h um coro cantou o hino nacional e partimos para os 5 Km e os 21 Km, optei pelos  5 Km, apesar do percurso pela bela e paradisíaca Via Costeira ser convidativo as ladeiras me assustaram um pouco, mas a energia positiva deu um bom “empurrão”, tenho um ano para treinar e em 2010 encararei certamente os 21.097 metros.

Com largada ao lado do Forte dos Reis Magos e da Ponte de Todos, o primeiro desafio foi a subida do viaduto, na praia do Forte, do Meio e dos Artistas, o asfalto ruim e o vento forte atrapalharam muito, o retorno foi feito na praia da Areia Preta, a volta foi mais tranqüila e pude desenvolver um ritmo melhor ajudado pelo vento, conclui a prova em 42 minutos, mesmo assim consegui o segundo lugar, medalha de prata na ensolarada costa dourada de Natal.

Circuito Brasil de Meia Maratona

No domingo, 15/11/2009, participei em João Pessoa do Circuito Brasil de Meia Maratona, fiz a prova de 10 Km, o percurso bastante íngreme e o calor intenso motivou a desistência de muitos participantes durante o percurso, principalmente após a subida da Av. Ruy Carneiro, porém todos “andantes”, nenhum portador de deficiência inscrito ficou pelo caminho, todos cumpriram.

A organização foi perfeita, a prova iniciou no horário agendado, os pontos de hidratação bem localizados, o percurso bem sinalizado, enfim, uma bela festa do esporte. Já está confirmada o retorno da prova para a cidade aonde o sol nasce mais cedo.

rodas nas ruas blog

Nos dias 31 de outubro e 01 de novembro ocorreu em João Pessoa, na praça Vital de Negreiros, mais conhecida como  “Ponto de Cem Réis” o festival Station Brésil – Aonde os Ritmos se Encontram, com a participação de bandas e músicos brasileiros e franceses, que fez parte das comemorações do Ano da França no Brasil, os destaques foram as apresentações das bandas: Renata Arruda, Banda de Pífanos da Serra de Jabitacá, Jeanne Cherhal, Spleen, Cibelle, Bertignac, Zélia Duncan Mathieu Boogaerts e a fantástica Orquestra Sanhauá. O evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).

A organização estava impecável, segurança, o som e a luz perfeitos e pela primeira vez por essas bandas havia um camarote elevado posicionado em frente ao palco, com uma visão total do palco, destinado a portadores de deficiência e pessoas com dificuldade de locomoção, tudo muito bem projetado, a rampa de acesso com a inclinação ideal, segurança, coberto (isso é importante pois em caso de chuva, nada de correr em busca de uma marquise), serviço de vendedores de bebidas, IMPECÁVEL!

O camarote havia espaço suficiente para 40 cadeirante e seus acompanhantes, mas infelizmente a realidade foi outra, no sábado havia apenas outro cadeirante e uma simpática idosa e no domingo apenas eu e minha noiva ocupamos o lugar, cadê essa galera? Essa pergunta incomoda, provavelmente uma grande parcela dos amigos “cadeirudos, cadeirudos e afins” estavam em casa assistindo TV, é uma realidade chocante, fruto do preconceito.

Não posso considerar João Pessoa um exemplo de acessibilidade, mas nos últimos anos as melhorias foram vistas e sentidas, rampas padronizadas, uma revitalização (em andamento) das calçadas principalmente no centro, nas principais avenidas e nas praias o transporte público com a mar frota de ônibus acessíveis do nordeste (proporcional), então aonde estão “cadeirudos, cadeirudos e afins”, a questão é cultural.

Conversando com uma amiga também cadeirante surgiu a idéia de criar um movimento batizado de Rodas nas Ruas, desejamos através do lazer, da cultura, do esporte, promover uma maior inclusão da pessoa portadora de deficiência na sociedade, mostrando a ela que mesmo muitas vezes sofrendo preconceitos e até discriminações ela deve buscar seu espaço e lutar pelos seus direitos.

Então cadeirantes, muletantes e afins abasteçam suas cadeiras com muita disposição para a diversão e vamos aproveitar, toda semana novos eventos serão selecionados, uma boa desculpa para nos conhecermos e curtir! Para manter o movimento ativo e informado criamos uma comunidade no Orkut http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95850941

Foto: Milton Michida

Foto: Milton Michida

Circuito das Árvores, no Parque Villa-Lobos, é acessível para pessoas com deficiência

O governo do Estado de São Paulo lançou no dia 21 de setembro – Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência – o Circuito das Árvores, uma espécie de trilha acessível às pessoas com deficiência. O evento, organizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, também foi marcado pelo início do processo de plantio de mais 8.400 mudas de espécies nativas brasileiras.

O Parque Villa-Lobos, que recebe a visita de cerca de 500 mil pessoas por mês, é considerado o primeiro parque de São Paulo completamente acessível para pessoas com deficiências e está dotado de banheiros acessíveis, rampas, telefones para surdos, mapas táteis e marcações padronizadas no solo, para os cegos.

O Circuito das Árvores é uma passarela elevada que chega até 3,5 metros de altura e tem uma extensão de 120m, possibilitando a observação da fauna e flora de bosques do Parque. A estrutura é feita de madeira de reflorestamento cedida pela Estação Experimental de Itapetininga, ligada ao Instituto Florestal – IF e projetada para não impactar a vegetação do local. As espécies de árvores e aves serão identificadas ao longo do caminho.

Além do Dia da Árvore, a inauguração do Circuito das Árvores acontece em meio à comemoração de mais um aniversário do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Instituída em 1982, em meio a um clamor nacional pela transição do período reacionário da ditadura militar para um período de construção de uma sociedade democrática, a data é um pleito pela conscientização da sociedade sobre as necessidades, principalmente de inclusão, do segmento.

Uma das reivindicações mais antigas dos movimentos e das lideranças do segmento é pela acessibilidade da pessoa com deficiência aos bens e serviços públicos disponíveis nos municípios. “Prestigiamos o lançamento do Circuito das Árvores para demonstrar o aplauso do público com deficiência à preocupação constante e crescente do Governo de São Paulo com a efetiva inclusão dessas pessoas, que também têm direito ao esporte e ao lazer, como todo cidadão do Estado”, disse a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, presente no evento.

O Parque Villa-Lobos fica na Av. Professor Fonseca Rodrigues, 1.655, Alto de Pinheiros, São Paulo.

Fonte: Revista Sentidos

Uma sociedade civilizada é construída basicamente pelo convívio harmônico de pessoas diferentes, crenças diferentes, ideologias diferentes, posicionamento político diferente, cores, tamanhos, sotaques, manias e neuras diferentes, essa é formula ideal de convivência, respeitar o diferente e crescer, aprender com essa diversidade toda.

Esse respeito é plantado e cultivado ainda na infância, então crianças criadas em famílias preconceituosas, alimentadas com doses de arrogância, prepotência e adubadas com intolerância e autoritarismo, tornam-se verdadeiros monstros insuportáveis, “donos da verdade”, muitas vezes com menos de 10 anos de idade.

Participando de um grupo de discussão sobre pessoas com deficiência, estudando a questão da curiosidade infantil frente ao diferente, após levantarmos diversas teses e opiniões distintas, novamente as diferenças e o respeito a elas, chegamos a conclusão que existem dois grupos, as crianças com uma curiosidade inocente que nos abordam e perguntam: Tio, o que houve? Você está nesse carrinho por quê? E aquelas crianças que apontam e riem, essas classifico de mal educadas.

O primeiro grupo é que devemos nos preocupar e dedicar tempo e energia para ajudar a educá-las, falar que o “tio” sofreu um acidente ou teve uma doença, por isso está naquele “carrinho”, mas que pode fazer tudo o que o papai e a mamãe fazem, o segundo grupo, bem, não sou nada politicamente correto, os mal educados, vítimas de família preconceituosa, não dou ouvidos, nem sequer olho ou escuto, também não sinto-me agredido, sinto-me preocupado pois esses pequenos “monstrinhos” sem educação tranformar-se-ão em adultos pouco civilizados, que tornam o convívio social complicado.

Av. Paulista - MASP

Av. Paulista - MASP

Todos desejamos uma cidade mais acessível, com ruas e calçadas bem cuidadas, sem buracos, batentes, desníveis, principalmente nós cadeirantes ou pessoa com dificuldade de locomoção, já tive experiências maravilhosas na Europa, soluções simples que nos oferecem conforto e segurança, utopia querer isso aqui nas nossas cidades? Não, não é utopia e pode ser realidade, necessitando apenas de respeito, educação e iniciativas públicas e privadas.

A avenida Paulista é um exemplo dessa decisão do poder público e da sociedade em tornar a cidade mais acessível, garantindo o direito básico de acesso a todos, independente de sua condição. Para os políticos, burocratas, melhor “burrocratas” e legisladores, cabe planejar e implementar políticas de acessibilidade e inclusão, para o empresariado e para os “donos do poder” a matemática é simples, perceberam que esse público antes esquecido, gera bons lucros.

Viu que não é uma equação complicada, então o dinheiro aplicado na construção de uma rampa, na abertura de uma porta mais larga, na instalação de uma plataforma, não é despesa é investimento, a turma das quatro rodas, das muletas e bengalas gasta e gasta bem, então passamos a ser bem vindos, cheguei a ver em um restaurante na Paulista um depósito para água e ração para cão guia, há um tempo não muito distante os cães eram proibidos de circular até no metrô.

Tornar o inacessível em acessível, quebrar as barreiras arquitetônicas para vencer definitivamente a barreira da exclusão, do preconceito é o primeiro passo para a igualdade e para uma sociedade mais justa.

sampa_bus

São Paulo sempre encantou-me desde criança, a arquitetura, as pessoas, os sotaques, o cinza do concreto contrastando com o verde dos parques, o trânsito! Opa!!! O transito?? Isso mesmo o pior trânsito do país, caótico, barulhento, irritante, esse foi o motivo da minha viagem para São Paulo, precisava testar minha mobilidade e adaptação ao uso de transporte público, principalmente ônibus e metrô, adequados ou não para cadeirantes, essa experiência era fundamental para o projeto do curta-metragem na Europa, além do filme que será filmado em Frankfurt, em julho de 2010 irei morar em Valência na Espanha e usarei apenas transporte público.

Fiquei hospedado na Pompéia, próximo ao campo do Palmeiras, rodava até a esquina e chegava ao ponto de ônibus, de lá seguia até o metrô Vila Madalena ou até a Av Dr. Arnaldo, ou até a Paulista desses pontos cheguei a qualquer canto, cinza ou verde de Sampa, bem, os ônibus, com o piso rebaixado e rampas, melhor solução, mais prática e rápida para o embarque e desembarque, ou com plataformas hidráulicas o trocador / cobrador auxiliava no embarque e no desembarque, parecia que receberam treinamento para essas tarefas, o ônibus pode parar aonde precisasse, mesmo fora do ponto, por ser cadeirante não pagava a tarifa, a cadeira era fixada a um cinto de segurança, nem balançava, mesmo descendo aquelas ladeiras do Sumaré a quase 60Km/h, adrenalina a mil, me sentia em um mega skate, mas com a cadeira pesa, sentia-me seguro.

Poucas estações de metrô possuem elevadores, muitas estão instalando os elevadores e até ano que vem, todas terão elevadores, observei que em todas as estações que passei havia piso tátil, na falta do elevador, seguia de escadas rolantes com o auxílio de funcionários do metrô, na grande maioria das vezes educados e prestatíveis. O primeiro trem é prioritário para idosos, gestantes e deficientes, mas nem sempre isso é respeitado, principalmente nos horários entre 6h00 e 9h00 e após às 17h00, no metrô o cadeirante que não é cadastrado paga o bilhete, nesse horário, fazia meu direito ser respeitado na força e seguia a máxima: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, do contrário ainda estaria na Sé esperando embarcar.

O resumo dessa aventura de 10 dias foi positivo, lógico que o ideal seria todos os ônibus serem acessíveis, a frota de ônibus ser no mínimo duplicada, e todas as estações de metrô completamente acessíveis, mas constatei que por onde andei encontrei funcionários treinados, um forte indício da preocupação do poder público com a questão da inclusão do respeito e da acessibilidade, lembrando que para ser respeitado, antes tenho que chegar lá.

O projeto do curta-metragem Cidades Sobre Rodas, do Sanhauá ao Meno, um Foco Diferente, infelizmente será executado apenas no final de 2010 e início de 2011, o principal motivo do adiamento foi a falta de patrocínio que cobrisse as despesas de captura das imagens, edição e finalização do curta-metragem.

Agradeço antecipadamente o apoio de todos que acreditaram no projeto.

Fred Carvalho

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