Mais de 700 corredores na praia do Bessa aqui na Paraíba preparados para a primeira etapa do Circuito de Corridas do Correio (corridas noturnas). A grande novidade foi a mudança do percurso, ano passado todas as etapas foram realizadas no mesmo percurso e isso cansou os participantes e as ultimas etapas contaram com poucos participantes.

A expectativa era grande, mas foi decepcionante, fomos obrigados a correr parte do percurso pelo acostamento, muitos buracos e totalmente no escuro. O percurso também foi alterado, o regulamento fornecia uma informação, incluindo um mapa e o percurso da corrida foi outra, dando voltas até completar os 10 Km.

Foi minha primeira corrida com a handbike, ela chamou muita atenção, a imprensa e os corredores perguntaram detalhes do brinquedinho novo. Estava empolgado, acelerei forte na primeira etapa e em uma curva de quase 90º a hand tombou, acabei machucando o pé esquerdo, a turma de apoio foi rápida e voltei logo para a pista, aprendi a lição! Nada de fazer curva fechada em velocidade.

Depois foi uma luta para desviar dos buracos, uma pancada mais forte e furaria um pneu. No primeiro retorno, uma curva de quase 360º, nossa! Impossível para uma hand fazer em uma área tão pequena, faltou uma área de escape.

Não completei os 10 Km, o tráfego de corredores andantes tornou perigoso andar forte e eu não estava ali para passear e me pé precisava passar pelo “departamento” médico realizado pelo SAMU, o atendimento foi perfeito. A equipe da STTRANS também está de parabéns pela maneira como coordenaram o trânsito, a cada corrida percebo maior profissionalismo dos agentes de trânsito.

Agora a coordenação do Circuito Correio de Corridas precisa corrigir as falhas ou o futuro das corridas noturnas promovidas por eles tende a ser um fracasso de público. Sugiro ouvirem as inúmeras assessorias de corridas e os educadores físicos. Um advogado estava comentando que os organizadores podem ser responsabilizados juridicamente por acidentes causados por obrigar os atletas a correr pelo acostamento repleto de buracos, afinal é corrida de rua e não corrida de obstáculos.

A sensação de correr de handbike é maravilhosa, agradeço o apoio e incentivo constante do Instituto Mara Gabrilli, da Corpore Academia, da personal Fran Lima, da fisioterapeuta Márcia Hipólito, da TAM, da Handvikn responsável pelo projeto da handbike e principalmente pelos camaradas corredores, caminhantes, ciclistas que dividem o asfalto comigo durante meus treinamentos.